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KATIA MARTINS OLIVEIRA
   

 

QUANDO A SAUDADE E A FELICIDADE SE REENCONTRAM.

 

Compartilho o emocionante relato feito no Messenger, do reencontro virtual com a ex-aluna Katia Martins Oliveira, que mora em Piracicaba. Ela me descobriu pelo facebook, quase trinta anos depois de ter sido seu Professor no Ensino Fundamental.

 

A EXUBERANTE PIRACICABA.

 

É um depoimento carregado emoções e lágrimas, que decidimos tornar público, não por vaidade ou para enaltecer algum trabalho, mas pela bonita e resiliente história dessa moça, e pelo testemunho vivo do grande poder que tem um Professor, às vezes sem perceber, em influenciar pessoas e as futuras gerações. Uma demonstração real de que o trabalho do professor se liga à eternidade.

 

Vejam a seguir:

Kátia: "O senhor foi professor? O facebook é ótimo para encontrar pessoas e há muito tempo que procuro um professor. Como não me lembro o sobrenome e você se parece muito com ele, resolvi arriscar. Eu o conheci como Antonio Carlos, isto tem muito tempo, foi em 1989, na escola Wilma Ragazzi Boccardo, em São José dos Campos; se não for, por favor me desculpe. Continuarei tentando. Ele foi muito importante e gostaria que soubesse. Eu tinha 10 anos na época, fui embora da cidade, num momento em que ele precisou se ausentar e não pude me despedir dele."

 

INTERIOR DA E.E. PROFª WILMA RAGAZZI BOCCARDO, EM SJCAMPOS.

 

Antonio Carlos: "Fui sim, na Escola Wilma Ragazzi. Você foi minha aluna? Eu sou Antonio Carlos, mas no face estou como Antonio Ozório, pois sou mais conhecido por este meu sobrenome".

 

DR. ANTONIO CARLOS OZÓRIO NUNES.

 

 

TAUBATÉ E A BELÍSSIMA CATEDRAL DE SANTA TEREZINHA.

 

Kátia: "O meu nome é Kátia, mas o senhor me chamava de Katita. Foi a única pessoa que me chamou assim em toda a existência. Sempre desejei encontrá-lo. Gostaria que soubesse que realmente foi muito importante para mim e fez diferença em minha vida. Faz muito tempo e não deve se lembrar!

Eu tinha 10 anos e era muito tímida e insegura. Por várias vezes você me ajudou. Sabe eu sempre quis te dizer o quanto foi importante me incentivar. O senhor sabia como fazer uma criança se sentir importante! Eu o procurei porque queria que soubesse que o relacionamento que tenho hoje com crianças, num grupo de teatro do qual participo, foi inspirado no modo como se comportou com aquela turma e comigo! Você me inspirou!

A maior tristeza da minha infância foi não ter me despedido do senhor. Certo dia, num final de semana o meu pai avisou que iríamos nos mudar. Fui pra escola muito triste e o senhor não estava lá e em seguida me mudei, sem despedidas, sem ouvir a sua opinião... Passei muito tempo triste por isso...tanto que nunca esqueci.

A impressão que tenho quando olho para trás é de alguém que foi colocado dentro de um furacão...quando se é criança não se tem escolha. Meu pai nos levou embora...depois ficamos vivendo como 'nômades'. Um ano num lugar, depois em outro; mudanças de Estado, cidade e, não foi pouco; perdi a raiz, o centro, e por fim, no auge dos meus 12 anos, ele foi embora sozinho. Foi um período confuso, uma adolescência sem alvos; não tenho saudades dessa fase, tenho saudades das suas aulas!

Lembro-me que numa sexta-feira de setembro daquele ano de 1989 eu estava escrevendo no caderno de histórias e o senhor passou pela minha mesa e pediu pra ver. Leu um conto e sorriu. Elogiou e pediu para ler as outras histórias. Eu me senti muito feliz e importante. Eu passei muito tempo querendo ser professora ou escritora, porque você me fez acreditar que eu era capaz! Mas não encontrei muitos "você" no meu caminho e voltei a ser insegura, guardei as estórias e engavetei muitos sonhos...

Tempos depois reencontrei o meu caminho. Tomei coragem de mostrar minhas histórias e escrevo peças teatrais, a maioria infantis. Sempre te menciono como meu primeiro amigo. Voltei a ter sonhos e quero que saiba que sou contadora de histórias, trabalho com uma linha de teatro que tem o foco em crianças, voltei a escrever com frequência e estou muito feliz em tê-lo reencontrado!

Demorei para achá-lo e te achei pesquisando quase todos os Antonios do face. O senhor me inspirou para a vida. Certa vez nos trouxe poesias e eu fiz crítica de uma, que era do Carlos Drummond de Andrade. Sabe professor, descobri que além de dar aulas o professor deve dar segurança, olhar para o aluno, entendê-lo; enfim, o professor precisa ser apenas humano..."

 

                                                                  KATIA MARTINS OLIVEIRA.

 

 

PROFº GILBERTO DA COSTA FERREIRA - HISTORIADOR, ESCRITOR E PESQUISADOR. COORDENADOR TÉCNICO DO MEMORIAL GENERAL JÚLIO MARCONDES SALGADO.

 

cfgilberto@yahoo.com.br

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Bela produção | 01/04/2018
Meu querido Gilberto. Essa foi uma das histórias que mais me emocionou na vida. Obrigado por tê-la reconstruído por fotos. Obrigado e abraços. Antonio Ozório
Antonio Ozório


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