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JOSÉ DINIZ JÚNIOR
   

JUPYRA, UMA FLOR CHAMADA SAUDADE...

 

 

JOSÉ DINIZ E JUPYRA, EM MOMENTOS DE FELICIDADE.

 

"Minha mãe, no final da vida e durante os almoços domingueiros, rodeada dos netos, dizia: "Se eu for antes venho buscar o Zé Diniz", como ela se referia a meu pai. No dia 19 de setembro de 1999 ela se foi. Dois dias depois ela cumpriu a promessa. Ambos se foram sem que o outro soubesse. Imagino o encontro: "Ué, o que você faz aqui?". Tiveram quatro filhos, trouxeram dois primos que se tornaram irmãos. Minha mãe não economizava no chinelo quando sentia sua autoridade em risco.

Coração imenso, na pequena Passa Quatro sem muitos recursos aprendeu a dar injeções para atender o bairro. Também receitava e preparava homeopatia, pasme. Quando da tromba d'água que assolou Passa Quatro, levando casas e pessoas, ela abrigou uma família na garagem de casa.

 

UM CORAÇÃO GENEROSO NA ACONCHEGANTE PASSA QUATRO EM MEADOS DO SÉCULO XX.

 

Na padaria da rua 4 de Março atreveu-se a pilotar a Kombi de entregas e foi parar dentro de uma casa na Estiva para nunca mais tentar a proeza. Na chácara de Tremembé juntou gansos, patos, galos, galinhas feito um imenso terreiro das Minas Gerais para vender ovos na vizinhança do Bairro dos Guedes. Nos almoços domingueiros trocava os nomes dos muitos netos.

 

                          

COMO VENDEDORA DE OVOS, COM SUCESSO.

 

Acompanhou, caminhando aos prantos, o esquife do primeiro neto Wagner que se foi antes dela. No inverno não assistia televisão sem um imenso braseiro na sala. A cada visita à Passa Quatro trazia litros da água que dizia ser "um santo remédio" para suas pernas inchadas.

 

A ÁGUA "MILAGROSA" DE PASSA QUATRO, SEGUNDO DONA JUPYRA.

 

Se empanturrava de comidas gordurosas, nem aí para os conselhos. Assim era Dona Jupyra. A cada Dia das Mães fico pensando como seria maravilhoso tê-la de volta, nem que fosse para um único almoço como há 17 anos. É isso que eu tinha a te dizer... minha saudosa mãe".

 

                                                       José Diniz Júnior.

 

 


 

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"...nem que fosse para um único almoço...". | 07/05/2016
Ah! Quanta riqueza nessas palavras! Quanta sabedoria adquirida através do tempo, por alguém que tanto significou em sua vida! Ah! saudade...
Gilberto da Costa Ferreira

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