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SIMONE SOARES
   

ATRIZ

 

Na madrugada do dia 26 de março de 1977, mais precisamente às 01.55 horas e ao iniciar o primeiro sábado do outono brasileiro, Taubaté recebia, com as bênçãos do Cristo Redentor, aquela que, anos mais tarde, viria a se tornar uma Atriz e uma Estrela de Primeira Grandeza da televisão brasileira. Nascia assim, no Hospital de Clínicas de Taubaté, Simone Soares, a linda e abençoada filha de Rosana Soares, conforme o contido na Certidão de Nascimento sob matrícula nº 121210 01 55 1977 1 00004 017 0001827 40, expedida pelo Oficial de Registro Civil da Comarca de Taubaté-SP, 2º Subdistrito.

Sua infância e adolescência foram vividas em sua cidade natal, a querida Taubaté de tantas pessoas ilustres. A escolha de seu nome tem sua origem na novela Selva de Pedra, onde sua mãe, Dona Rosana, acompanhava todo o desenrolar daquela maravilhosa novela, com a atriz Regina Duarte interpretando a figura central nas personagens de Simone Marques e de Rosana Reis. Tempos que se foram e que deixaram saudades! Ainda naquela fase de criança, aos cinco anos, Simone apresentava no palco um trabalho escolar ao interpretar a irrequieta, irreverente e travessa, a boneca de pano Emília, personagem do escritor infantil Monteiro Lobato, seu conterrâneo de Taubaté. 

Simone estudava, e, ao mesmo tempo, como todos os jovens que buscam seus ideais, almejava a tão cobiçada carreira artística, pois, possuindo dons para aquela ocupação, buscava galgá-los paulatinamente, e, sempre aliado ao desejo convicto de ser atriz e trabalhar na televisão. Segundo ela mesma, foi fundamental ter sido aluna de uma ótima professora de arte, da qual sente saudade e a considera maravilhosa, pois, o gosto pelas atividades artísticas tomou rumo imediato para o sucesso.

Como toda fã, imitava os grandes ídolos como Xuxa e as Paquitas, e era obstinada com os filmes de Renato Aragão apresentados em sua Taubaté querida. Interessante aqui destacar que Simone Soares jamais negou suas origens de interiorana, de menina simples, da “caipira” de Taubaté, como comumente são chamadas as candidatas quando se apresentam para ingresso na tão sonhada carreira de atriz.

Pelo contrário, é impressionante como toda vez em que é entrevistada, expressa-se da maneira mais fraternal possível, de uma simplicidade e atenção  para com todos, fazendo questão de dizer que nasceu sim, em Taubaté, e, com muito orgulho! A sua simplicidade para com as pessoas se transforma na extensão da bondade de seu coração ao não medir esforços para ajudar seu semelhante.

Sua maneira de se identificar como conterrânea de pessoas ilustres e famosas nascidas em Taubaté, como a atriz Yara Maria Salles, dos apresentadores Cid Moreira e Hebe Camargo, do escritor Monteiro Lobato, do magnífico maestro Ivan Paulo da Silva (maestro Carioca), da cantora da jovem guarda Meire Pavão, do humorista Heitor Martins, o "Pit Bitoca", e de tantas outras personalidades, a torna ainda, mais querida pela população taubateana.

Apesar de não ter ninguém de sua família relacionada ao meio artístico, Simone começava ainda adolescente, a participar de teatro em Taubaté. Antes de atingir o estrelado, atuava como locutora de um programa de rádio em Taubaté ou como vendedora de carros em uma concessionária de veículos. Aqui, uma passagem interessante, pois, sem ter nunca exercida essa atividade, afirmara que tinha muita experiência naquele ramo, tudo para conseguir um suporte financeiro que lhe possibilitasse continuar os estudos de Propaganda e Marketing.  

Esforçou-se tanto que em tão pouco tempo já alcançara, com uma breve carreira, o sucesso como vendedora atuante e eficaz. Também trabalhou como contato publicitário em uma emissora de rádio de Taubaté e logo seus clientes lhe pediam insistentemente que gravasse seus comerciais, em virtude de sua voz clara, forte e marcante. Daí, para a televisão foi tudo muito rápido, e, como num passe de mágica, logo passaria a exibir-se como apresentadora da TV Band Vale em um programa voltado para a venda de produtos.

Foi uma lutadora. E, uma mulher, na melhor acepção do termo, corajosa e destemida. Enfrentou as agruras da vida, as discriminações dos mais variados gêneros, mas, sempre com a alegria e a firmeza de suas ações e determinações, qualidades que lhe são inerentes. E, tal como os grandes generais vitoriosos de uma guerra, conquistaria sua maior batalha: a de se tornar uma artista.

Mas, como e destino é implacável e justo, foi como promotora de produtos na temporada de inverno de Campos do Jordão que os céus lhe foram abertos, ao interagir-se com pessoas residentes na Capital Paulista que a influenciaram e a encorajaram a dar o primeiro passo no sentido de mudar-se para São Paulo e lá desenvolver todo seu potencial de artista, lado adormecido de sua cultura e um botão de rosa querendo se abrir para o cinema, teatro e televisão.

Como ela mesma diz “... trabalhava muito, mas ganhava muito dinheiro também”, começando aí a juntar suas economias e investir em cursos de teatro que estavam disponibilizados em São Paulo, como a Escola de Artes Macunaíma e Beto Silveira.  Logo, foi chamada para participar da primeira versão da minissérie bíblica exibida pela TV Record “História de Ester” em 1998, na personagem de Daniele Monastero. Foi a abertura para o sucesso de sua maravilhosa carreira artística, advindo a partir de então uma série de grandes e memoráveis apresentações, interpretando como Gisele em “Tiro e Queda” de 1999 e como Dulce em “Louca Paixão” de 1999, ambas da Record; ainda em 1999, no SBT, teve participações no programa humorístico “A Praça é Nossa”, contracenando com Moacyr Franco e Gorete Milagres, e, como a personagem Virgínia em “Guerra e Paz” de 2008; como Sheila em “Marisol” de 2002; como Marta Oliveira em “A Lua me disse” de 2005; como Nívea em “Os amadores” de 2006; como Zélia de Castro Andrade em “O Profeta” de 2006; como Mira em “Sob nova direção” de 2007; como Núbia em “Sete Pecados” de 2007; como Hannah em “Casos e Acasos” de 2008; como Nina em “Maysa - Quando fala o coração” de 2009; como Vicky Veronese em “Malhação” de 2009; como Paloma em “Caras & Bocas” de 2009;   como Fernanda em “Escrito nas Estrelas” de 2010; e, como Laura Paranhos em “O Astro” de 2011. No cinema atuou em “Tempo Real” e “Silêncio e Pecado”, ambos curta-metragem de 2005; Xuxa “O Mistério de Feiurinha”, na personagem da Bela Adormecida, de 2009; “Incômodo”, curta-metragem, de 2010; e,  “Assalto ao Banco Central”, atuando como repórter no longa-metragem, de 2011. Em dublagem, participou em “Os Sem Florestas”, como voz adicional em 2005; “Seres rastejantes”; e, “Os Simpsons”. Como formação acadêmica, Simone Soares é formada em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista (UNIP), bem como cursa Cinema pela UGV. Concluiu os seguintes cursos de interpretação: Escola de Teatro Amador, Taubaté/SP, de 1991 a 1995; Escola de Artes Macunaíma, São Paulo/SP, em 1996; Escola Recriarte, São Paulo/SP, em 1997; Beto Silveira, São Paulo/SP, em 1997; Célia Helena, São Paulo/SP, em 1998; Fátima Toledo, São Paulo/SP, em 1999; Wolf Maia, São Paulo/SP, em 2001 e 2002; Alexandre Boury, São Paulo/SP, em 2001; Escola de Atores Wolf Maya, São Paulo/SP, em 2003 e 2004; Ignácio Coqueiro, Rio de Janeiro/RJ, em 2002 e 2005; Camila Amado, Rio de Janeiro/RJ, em 2006 e 2007; Sérgio Penna, Rio de Janeiro/RJ, em 2008; Ruy Guerra, Rio de Janeiro/RJ, em 2008; Hugo Moss, Interpretação para cinema, em 2009 e Fátima Toledo, Interpretação para cinema, 2010.

Simone Soares é casada com o diretor de TV Mário Meirelles, "um gentlemann" da TV Globo, e dessa união adveio o nascimento da bela Luana, e que. como ela mesma sempre diz, “Ela é a luz, e desde que nasceu somente coisas boas aconteceram em minha vida”. elabora esforços no sentido de que a 1ª Mostra de Cinema de Taubaté seja uma realidade. Com isso, além de divulgar cada vez mais o cinema nacional como um todo, permitirá que muitas outras pessoas tenham acesso à cultura. Isto a faz sentir-se orgulhosa por poder propiciar à população de Taubaté a importância de sua terra natal no cenário artístico e cultural do país. Parabéns, Simone! Você é pessoa merecedora de toda a felicidade deste mundo. Continue sendo a taubateana simples, a mãe maravilhosa e benevolente,  portadora de toda uma beleza interior, que, por si só, a dignifica como mulher. E continue a cultuar a imagem imorredoura de Emília, aquela mesma boneca de pano sapeca e irreverente, que somente você, uma estrela de apenas cinco aninhos, soube tão bem interpretar.

 

 

PROFº GILBERTO DA COSTA FERREIRA - HISTORIADOR, PESQUISADOR E ESCRITOR. COORDENADOR DO MEMORIAL GENERAL JÚLIO MARCONDES SALGADO.

cfgilberto@yahoo.com.br

 

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